Estepe fino pode ser proibido em carros novos no Brasil

O estepe fino — aquele pneu estreito e temporário que muitos chamam de "donut" — pode ser proibido em veículos novos vendidos no Brasil. O PL 1396/2026, apresentado pelo deputado Pastor Gil (PL/MA), determina que todos os automóveis novos saiam de fábrica com roda e pneu de especificações equivalentes às originais do veículo.

O projeto ainda tramita na Câmara dos Deputados, mas já acende um debate importante para qualquer pessoa que esteja comprando um carro ou se preparando para dirigir no dia a dia.

O que o PL 1396/2026 propõe?

O projeto de lei quer proibir a comercialização de veículos novos equipados com estepe temporário, também conhecido como estepe fino ou de uso limitado. Pelo texto, todo veículo automotor novo vendido no país precisaria ter um estepe que atenda a quatro requisitos técnicos:

  • Mesmas dimensões dos pneus originais do veículo;
  • Mesma capacidade de carga;
  • Índice de velocidade equivalente;
  • Compatibilidade técnica integral com o conjunto original.

A regra valeria para carros de passeio, SUVs, picapes, utilitários, veículos comerciais leves e demais automotores destinados às vias públicas.

Por que o estepe temporário está na mira?

Na justificativa do projeto, o deputado aponta que o estepe fino representa risco à segurança por ter largura menor e menor área de contato com o solo — além de impor limitação de velocidade ao motorista. Segundo o parlamentar, esse tipo de equipamento pode alterar o comportamento dinâmico do veículo, comprometendo:

  • a estabilidade em curvas e manobras;
  • a frenagem em situações de emergência;
  • a tração no solo;
  • a distribuição de carga entre os eixos.

O autor também cita a realidade viária brasileira como fator agravante: longas distâncias entre cidades, rodovias extensas e regiões rurais sem assistência rápida tornam o estepe temporário menos adequado em muitas situações reais.

O outro lado: por que as montadoras usam o estepe fino?

É importante entender que o estepe temporário não foi criado à toa. Montadoras ao redor do mundo adotam esse modelo por razões técnicas e comerciais bem definidas:

  • Redução de peso do veículo;
  • Ganho de espaço no porta-malas;
  • Eficiência energética (menos peso = menor consumo);
  • Adequação de projeto para carros compactos.

Especialistas do setor automotivo lembram que, quando utilizado corretamente e dentro das limitações previstas, o estepe fino cumpre sua função: levar o motorista com segurança até o ponto de reparo mais próximo. O problema costuma ocorrer quando o motorista não respeita a velocidade máxima indicada pelo fabricante ou roda por longas distâncias com o "donut".

NOTA: As informações sobre o PL 1396/2026 têm como base o texto publicado em tramitação na Câmara dos Deputados. O projeto ainda não foi aprovado — vigente em junho/2025.

O que acontece se a lei for aprovada?

Caso o PL 1396/2026 seja sancionado, as penalidades para fabricantes, importadores ou comerciantes que descumprirem a regra seriam:

SançãoDescrição
Multa administrativaAplicada ao infrator pelo órgão competente
Suspensão da comercializaçãoO modelo irregular não poderá ser vendido
Substituição gratuita do estepeO consumidor terá direito à troca sem custo
Responsabilização pelo CDCA ausência de estepe integral seria tratada como vício do produto

Essa última medida é especialmente relevante: o projeto enquadra o estepe temporário como um vício do produto à luz do Código de Defesa do Consumidor, o que abre caminho para o consumidor exigir a substituição na justiça.

O que isso tem a ver com a sua CNH?

Para quem está aprendendo a dirigir ou acabou de tirar a CNH, conhecer os equipamentos obrigatórios do veículo faz parte da formação de um motorista completo. Saber usar o estepe corretamente — seja ele fino ou equivalente ao original — é uma habilidade prática essencial.

Além disso, mudanças na legislação de trânsito afetam diretamente o que pode ser cobrado em provas e abordagens de fiscalização. Manter-se informado é uma responsabilidade de todo condutor.

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Próximos passos do projeto

O PL 1396/2026 ainda será analisado pelas comissões da Câmara dos Deputados antes de eventual votação em plenário. O processo legislativo pode incluir audiências públicas, pareceres técnicos e emendas ao texto original — o que significa que detalhes da proposta ainda podem mudar.


Perguntas Frequentes

O estepe fino já é proibido no Brasil?

Não. Atualmente, o estepe temporário (fino ou "donut") é legal no Brasil. O PL 1396/2026 é uma proposta que ainda tramita na Câmara e, se aprovada, valeria apenas para veículos novos a partir da vigência da lei.

Posso dirigir com estepe fino no meu carro atual?

Sim, desde que você respeite as limitações indicadas pelo fabricante do veículo — geralmente velocidade máxima reduzida e distância limitada. Usar o estepe fino além dessas especificações representa risco à segurança e pode gerar responsabilidade em caso de acidente.

O estepe equivalente é obrigatório em todos os tipos de veículo?

Pelo texto do PL 1396/2026, a exigência cobriria carros de passeio, SUVs, picapes, utilitários e veículos comerciais leves. O projeto, porém, ainda pode ser alterado durante a tramitação legislativa.

Onde acompanhar a tramitação do PL 1396/2026?

A tramitação pode ser acompanhada pelo portal oficial da Câmara dos Deputados (camara.leg.br), buscando pelo número do projeto. Também é possível acompanhar atualizações no blog da Drivo sobre legislação de trânsito.

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